Galeria 7ª série

Esta página mostra imagens e referências que estão sendo trabalhadas com a turma da 7ª série do Ensino Fundamental.


- 1ª exposição modernista brasileira em 1917

Malfatti, Anita O Barco , 1915
óleo sobre tela
41 x 46 cm
Coleção Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (RJ)
Reprodução fotografica Leonardo Crescenti


Malfatti, Anita O Farol de Monhegan , 1915
óleo sobre tela, c.i.d.
46,5 x 61 cm
Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM RJ
Reprodução fotografica Leonardo Crescenti


Malfatti, Anita A Estudante Russa , ca. 1915
óleo sobre tela, c.i.e.
76 x 61 cm
Coleção de Artes Visuais do Instituto de Estudos Brasileiros - USP (São Paulo)
Reprodução fotografica Leonardo Crescenti



 
- A Semana de Arte Moderna de 1922

A Semana de Arte Moderna ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo, em 1922, tendo como objetivo mostrar as novas tendências artísticas que já vigoravam na Europa. Esta nova forma de expressão não foi compreendida pela elite paulista, que era influenciada pelas formas estéticas européias mais conservadoras. O idealizador deste evento artístico e cultural foi o pintor Di Cavalcanti.

Cartão postal do início do século XX, mostrando o Teatro Municipal

Vários fatos contribuiram para a Semana de Arte Moderna de 1922. Em 1912, Oswald de Andrade chega da Europa influenciado pelo Manifesto futurista de Marinetti, funda o irreverente jornal O Pirralho e, em suas páginas, critica a pintura nacional. O pintor russo Lasar Segall, em 1913, desembarca em São Paulo com um estilo não acadêmico, inovador e de cunho expressionista. Annita Malfatti, em 1914, após mostrar seus trabalhos ligados aos impressionistas alemães, decide estudar nos Estados Unidos. Em 1917 - ano de grande agitação político-social, greves e tumultos marcando as lutas do operariado paulista -, inaugura-se a nova exposição de Anita Malfatti, impiedosamente criticada por Monteiro Lobato no artigo Paranóia ou mistificação. Menotti del Picchia publica Juca mulato, um canto de despedida à era agrária diante da urbanização nascente. Em 1920, Oswald de Andrade diz que, no ano do centenário da independência, os intelectuais deveriam fazer ver que "a independência não é somente política, é acima de tudo independência mental e moral".

 Da esquerda para a direita: Brecheret, Di CavaDa esquerda para a direita: Brecheret, Di Cavalcanti, Menotti del Picchia, Oswald de Andrade e Helios Seelinger

 

Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade.